domingo, 13 de novembro de 2011

Sabões e detergente

Produção de sabão glicerinado.
A partir de estudos sobre Compostos Orgânicos como Ácidos Carboxílicos, Álcoois, Ésteres e Compostos Inorgânicos como a Base ou hidroxila, aplicamos os conhecimentos teóricos sobre reações de compostos orgânicos como Reação de Adição e Reação de Substituição nas cadeias carbônicas. Através deste experimento é possível identificar como ocorrem as misturas homogêneas, a velocidade de uma reação, a produção de glicerina que é o princípio do óleo mineral líquido,conhecido por muitos como vaselina líquida, a aplicação dos cálculos molares através da fórmula de balanceamento químico, a formação dos compostos químicos que se apresentam através dos elementos químicos conhecidos no aprendizado da tabela periódica.
Realizamos um experimento simples, conhecido por muitos em diversas regiões, que é a produção de sabão.

Sabão glicerinado produzido em aula de laboratório.
Sabão

A manufatura do sabão constitui uma das sínteses químicas mais antigas.Ao ferverem o sebo de cabra com a lexívia potássica feita com as cinzas de madeira, as tribos germânicas, contemporâneas de César, realizaram a mesma reação química que o processo moderno de fabricação de sabão: a hidrólise de glicerídeos.A reação dá origem aos sais de ácidos carboxílicos e ao glicerol.

O sabão comum que utilizamos atualmente é simplesmente uma mistura de sais de sódio ou potássio de ácidos graxos de cadeia longa.É uma mistura, pois a gordura a partir da qual é preparado é constituída de uma mistura, e está é tão eficiente para lavagem quanto um sal puro.

Pode-se ter a impressão de que estes sais são solúveis em água, de fato, podem -se preparar as chamadas " soluções de sabão".Elas não são, entretanto, verdadeiras soluções, onde as moléculas de soluto movem -se livremente entre as moléculas do solvente.Verifica-se na realidade, que o sabão se dispersa em agregados esféricos denominados micelas, onde cada um pode conter centenas de moléculas de sabão.

Uma molécula de sabão tem uma extremidade polar -COO-Na +, e uma parte não polar, constituída por uma longa cadeia alquílica, normalmente com 12 a 18 carbonos.A extremidade polar é solúvel em água, a parte apolar é insolúvel em água e denomina-se hidrófoba, mas é evidentemente solúvel em solventes apolares.

Bolha de sabão é uma película muito fina de sabão e água em forma de esfera e de superfície iridescente.A pele da borbulha é uma fina camada de água encurralada entre duas camadas de moléculas tensoativas, geralmente sabão.A espessura desta camada é de aproximadamente 150 nanômetros.Esses tensoativos possuem uma cauda hidrofóbica e uma ponta hidrofílica.As pontas hidrofílicas são atraídas pela fina camada de água e mantém intacta a bolha.Quando as caudas hidrofóbicas se agitam a estrutura explode.

A bolha pode existir porque a camada superficial de um líquido tem certa tensão superficial, o que faz com que a camada se comporte como uma folha elástica.Uma bolha feita apenas com um líquido puro não é estável e necessita de um tensoativo dissolvido, como o sabão, para estabilizar.O sabão diminui a tensão superficial de um líquido em aproximadamente 1/3.

Eduarda Caroline Kist
3 ºB
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Glicerol


Glicerol ou propano-1,2,3-triol (IUPAC, 1993) é um composto orgânico pertencente à função álcool. É líquido à temperatura ambiente (25 °C), higroscópico, inodoro, viscoso e de sabor adocicado. O nome origina-se da palavra grega glykos (γλυκός), que significa doce. O termo Glicerina refere-se ao produto na forma comercial, com pureza acima de 95%.


O glicerol está presente em todos os óleos e gorduras de origem animal e vegetal (veja óleo vegetal e gordura) em sua forma combinada, ou seja, ligado a ácidos graxos tais como o ácido esteárico, oléico, palmítico e láurico para formar a molécula de triacilglicerol.

Os óleos de coco e de palma (dendê) contêm uma alta quantidade (70 - 80%) de ácidos graxos com cadeia carbônica de 6 a 14 carbonos. Estes rendem muito mais glicerol do que os óleos contendo ácidos graxos de 16 a 18 carbonos,  tais como gorduras, óleo de algodão, soja, oliva e palma. O glicerol combinado está presente também em todas as células animais e vegetais, fazendo parte de sua membrana celular, na forma de fosfolipídios
.
Todo o glicerol produzido no mundo, até 1949, era proveniente da indústria de sabão. Atualmente, 70% da produção de glicerol nos Estados Unidos ainda provêm dos glicerídeos (óleos e gorduras naturais) e, o restante, da produção do glicerol sintético (subproduto da fabricação de propileno), da produção de ácidos graxos e também de ésteres de ácidos graxos (biodiesel).

Em 2000, a produção mundial de glicerol foi de 800 mil toneladas, sendo que 10% disto foram oriundos de indústrias responsáveis pela produção de Biodiesel.

O glicerol é reconhecido como seguro para o consumo humano desde 1959, podendo ser utilizado em diversos produtos alimentícios para os mais diversos propósitos. Os níveis de DL50 em ratos são de 470 mg/kg e em porquinhos-da-índia de 7750 mg/kg. Vários estudos mostraram que uma grande quantidade de glicerol (sintético ou natural) pode ser administrada sem aparecimento de qualquer efeito adverso à saúde.

Postado por Felipe Sehn 3º B em 09/12/2011

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O sabão é um produto tensoativo usado em conjunto com a água para lavar e limpar. Sua apresentação é variada, desde barras sólidas até líquidos viscosos.
Do ponto de vista químico, o sabão é um sal de ácido graxo. Tradicionalmente, o sabão é produzido por uma reação entre gordura e hidróxido de sódio e de potássio e carbonato de sódio, todos álcalis historicamente lixiviados das cinzas de madeiras de lei. A reação química que produz o sabão é conhecida como saponificação. A gordura e as bases são hidrolisadas em água; os gliceróis livres ligam-se com grupos livres de hidroxila para formar glicerina, e as moléculas livres de sódio ligam-se com ácidos graxos para formar o sabão.
O sabão limpa, porque as suas moléculas se ligam tanto a moléculas não-polares quanto polares. Embora a gordura geralmente adira à pele ou à roupa, as moléculas de sabão ligam-se à gordura e tornam-na mais fácil de ser enxaguada em água. Quando aplicada a uma superfície suja, a água com sabão mantém as partículas de sujeira em suspensão, para que o conjunto possa ser enxaguado com água limpa.

O hidrocarboneto dissolve sujeira e óleos, enquanto que a porção ionizada torna o sabão solúvel em água. Assim, permite que a água remova matéria normalmente insolúvel em água, por meio da emulsificação.
O sabão é composto basicamente por: ácido carboxílico, álcool, hidróxido de sódio e água.


Ácido graxo (sebo de boi)

Ácido carboxílico: Na química orgânica, ácidos carboxílicos são ácidos orgânicos caracterizados pela presença do grupo carboxila.
Em fórmulas químicas, esses grupos são tipicamente representados como COOH.
Moléculas que possuem tal grupo funcional também são chamadas ácidos carboxílicos ou ácidos orgânicos.
Fórmula geral: R é um radical orgânico alquila, alquenila, arila ou hidrogênio.
  • - COOH é o grupo funcional carboxila.
  • R - CO- é um radical orgânico acila.

Álcool: é uma classe de compostos orgânicos que possui na sua estrutura um ou mais grupos de hidroxilas, -OH, ligados a carbonos saturados

Hidroxila: é um grupo funcional presente nas bases dos hidróxidos, representado pelo radical OH- e formado por um átomo de hidrogênio e um de oxigênio. Obtidas geralmente através da dissociação de uma base, as hidroxílas também determinam o carater ácido-básico (pH) de uma solução, sendo que quanto maior sua concentração, maior é o carater básico e menor o ácido.


Reação de adição
Em química orgânica, é uma reação onde uma ou mais espécies químicas se unem a outra possuindo ao menos uma ligação múltipla, formando um único produto, e implicando no substrato da formação de duas novas ligações e uma diminuição na ordem ou multiplicidade de ligação.

As reações de adição estão limitadas a compostos químicos que contenham ligações múltiplas:
  • Moléculas com ligações duplas ou triplas carbono-carbono.
  • Moléculas com ligação múltipla carbono-heteroátomo como C=O, C=N ou C≡N.
Uma reação de adição é a contrária a uma reação de eliminação. Por exemplo a reação de hidratação de um alqueno e a desidratação de um álcool são uma adição e uma eliminação respectivamente.

Glicerol ou propano-1,2,3-triol (IUPAC, 1993) é um composto orgânico pertencente à função álcool. É líquido à temperatura ambiente (25 °C), higroscópico, inodoro, viscoso e de sabor adocicado. O nome origina-se da palavra grega glykos (γλυκός), que significa doce. O termo Glicerina refere-se ao produto na forma comercial, com pureza acima de 95%.
O glicerol está presente em todos os óleos e gorduras de origem animal e vegetal (veja óleo vegetal e gordura) em sua forma combinada, ou seja, ligado a ácidos graxos tais como o ácido esteárico, oléico, palmítico e láurico para formar a molécula de triacilglicerol.
Os óleos de coco e de palma (dendê) contêm uma alta quantidade (70 - 80%) de ácidos graxos com cadeia carbônica de 6 a 14 carbonos. Estes rendem muito mais glicerol do que os óleos contendo ácidos graxos de 16 a 18 carbonos, tais como gorduras, óleo de algodão, soja, oliva e palma. O glicerol combinado está presente também em todas as células animais e vegetais, fazendo parte de sua membrana celular, na forma de fosfolipídios.
Todo o glicerol produzido no mundo, até 1949, era proveniente da indústria de sabão. Atualmente, 70% da produção de glicerol nos Estados Unidos ainda provêm dos glicerídeos (óleos e gorduras naturais) e, o restante, da produção do glicerol sintético (subproduto da fabricação de propileno), da produção de ácidos graxos e também de ésteres de ácidos graxos (biodiesel).
Em 2000, a produção mundial de glicerol foi de 800 mil toneladas, sendo que 10% disto foram oriundos de indústrias responsáveis pela produção de Biodiesel.
O glicerol é reconhecido como seguro para o consumo humano desde 1959, podendo ser utilizado em diversos produtos alimentícios para os mais diversos propósitos. Os níveis de DL50 em ratos são de 470 mg/kg e em porquinhos-da-índia de 7750 mg/kg. Vários estudos mostraram que uma grande quantidade de glicerol (sintético ou natural) pode ser administrada sem aparecimento de qualquer efeito adverso à saúde.

Existem três tipos principais de reações de adição:

Adições eletrófilas:

   Intermediário π de 2-elétrons-3-centros em uma adição eletrofílica a ligação dupla carbono-carbono.
   
Intermediário σ de 2-elétrons-2-centros na adição eletrofílica de um íon H+ a dupla ligação carbono-carbono. Em mecanismos de reação em química orgânica, uma reação de adição eletrofílica (AEx ou AdEx) é uma reação de adição onde em um composto químico, o substrato da reação, se perde um ligação PI para permitir a formação de duas novas ligações sigma. Nas reações de adição eletrofílica, os substratos mais comuns têm ligações duplas ou ligações triplas carbono-carbono. 

Adições nucleófilas:

Em química orgânica, uma adição nucléofila é uma reação de adição onde em um composto químico uma ligação π é eliminada mediante a adição de um nucleófilo, criando-se duas novas ligações covalentes (um em cada extremo do que era a ligação múltipla). As reações de adição estão limitadas a compostos químicos que tenham átomos unidos por ligações múltiplas: Moléculas com ligações múltiplas carbono-heteroátomo como os carbonilos, as iminas ou os nitrilos. Moléculas com ligações duplas ou triplas carbono-carbono (quando possuem características de eletrófilos). Adição nucleófila em ligações duplas carbono-heteroátomo. As reações de adição de um nucleófilo sobre ligações duplas carbono-heteroátomo tais como o C=O ou o C=N mostram uma ampla variedade. Estas ligações são polares (existe uma diferença de eletro negatividade significativa entre os dois átomos que os formam), de tal forma que o carbono suporta uma carga parcial positiva. Isto faz que este átomo seja o objetivo do nucleófilo.
Nu- + RR'C=O → NuRR'C-O-   (Ataque nucleófilo)
NuRR'C-O- + H+ → NuRR'C-OH   (Protonação)
Este tipo de reação também é conhecido como adição nucleófilo 1,2 ou adição 1,2. Em relação à estereoquímica deste tipo de ataque nucleófilo o produto da reação, na ausência de quiralidade prévia na molécula, é o racemato, salvo quando se tem um centro quiral na α ao carbono nucleófilo e nos sistemas cíclicos ou policíclicos onde temos faces diferenciadas, produzindo-se em geral nestes casos o ataque do nucleófilo majoritariamente pela face menos impedida (sem demasiada utilidade sintética ainda que sirva para predizer o produto majoritário). As reações de adição deste tipo são numerosas.

Adições de radicais livres:

Adição do radical livre é reação da adição em chemistry orgânica envolvimento radical livres.
As etapas básicas com exemplos da adição do radical livre (sabida também como o mecanismo chain radical) são:

A adição do radical livre depende de um reagente que tem a ligação fraca de a (relativamente), permitindo a homolyse para dar forma a radicais (frequentemente com calor ou luz). Os Reagentes sem uma ligação tão fraca prosseguiriam provavelmente através de um mecanismo diferente. Um exemplo de uma reação da adição que envolve radicais aryl é Arylation de Meerwein.

Gustavo Wehner
3º B / 12/12/2011
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Reação de substituição


Um grupo funcional numa molécula é substituído por outro.
Em química orgânica, as reações de substituição são de grande importância. O conhecimento pormenorizado dos vários tipos de substituição possíveis permite prever o resultado de uma reação química, assim como escolher a temperatura e o solvente correctos para a sua ocorrência.
Essas reações podem ocorrer de diversas maneiras, mas os tipos mais comuns são halogenação, sulfonação, nitração, alquilação e a acilação.

REAÇÃO DE ELIMINAÇÃO:
Eliminações são reações em que, por saída de dois grupos de átomos de carbono vizinhos se formam ligações duplas e triplas. A eliminação acompanha normalmente as reações de substituição nucleófila, em maior ou menor grau:
O nucleófilo tanto pode atacar nucleofilicamente o carbono do grupo migrante como os átomos de hidrogênio. O dupleto electrônico deixado pelo H ataca intramolecularmente o outro átomo de carbono, expulsando C e dando origem a uma ligação dupla C=C. Tal como a substituição nucleofílica, a eliminação também pode ocorrer por dois processos: a eliminação pode ser unimolecular (E1) ou bimolecular (E2). E1
A eliminação unimolecular realiza-se em dois processos elementares, sendo o primeiro comum às SN1. O processo mais lento é a saída do grupo migrante: um processo unimolecular, i.e., cuja velocidade só depende da concentração de uma espécie. E2
Realiza-se num único processo elementar, bimolecular. A saída de H e de X dá-se mais ou menos ao mesmo tempo:

REAÇÃO DE OXIDAÇÃO:
São denominadas reações de oxidação toda reação que ocorre entre um composto orgânico e o elemento químico oxigênio (O), devido ao fato de haver um aumento do nox dos átomos de carbono envolvidos.
A combustão é a reação de oxidação mais comum, que ocorre com qualquer tipo de composto orgânico. Nessa reação, o combustível é o composto orgânico e o comburente, é o gás oxigênio (O2).
Combustão completa
CH4 + 2 O2 CO2 + 2H2O
Metano

Combustão incompleta
CH4 + 3/2 O2 CO + 2H2O
CH4 + O2 C + 2H2O
Negro de fumo ou fuligem

REAÇÃO DE REDUÇÃO:
É aquela em que o número de oxidação dos átomos de carbono diminui.


HIDROCARBONETOS AROMÁTICOS

São geralmente compostos caracterizados por apresentar como cadeia principal um ou vários anéis benzênicos, sendo a "aromaticidade" melhor definida como uma "dificuldade" das ligações duplas de um composto reagirem em reações típicas de alcenos, devido a uma deslocalização destas na molécula.
Existem poucos hidrocarbonetos que possuem aromaticidade além do benzeno e compostos relacionados (anéis fundidos). A aromaticidade também ocorre em outras cadeias cíclicas. O furano, por exemplo,é um composto aromático em que o anel é formado por 4 átomos de carbono e um de oxigênio. Quando apresentam um só grupamento, o nome desse precede o nome da cadeia principal (ver benzeno).
Quando apresentar mais de um grupamento a numeração deve começar por um dos carbonos ramificados e prosseguir de tal forma que os grupamentos estejam nos carbonos de menor número possível. Uma nomenclatura típica é: orto, meta e para (posições 1,2; 1,3; 1,4 respectivamente).
Esses compostos apresentam uma nomenclatura particular, que não segue as regras utilizadas na nomenclatura dos outros hidrocarbonetos. Além disso, não existe uma fórmula geral para todos os aromáticos.

Postado por Emerson Wenzel e Gustavo Wehner
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Saponificação

Uma vez que os óleos e gorduras ésteres sofrem reação de hidrólise ácida ou básica, a hidrólise ácida produzirá o glicerol e os ácidos graxos constituintes. Já a hidrólise básica produzirá o glicerol e os sais desses ácidos graxos. Pois bem, esses sais são o que chamamos de sabão.

Base de sabão glicerinado.
Sabão é um sal de ácido graxo, isto é, um sal de ácido carboxílico de cadeia longa. Assim fervendo gordura em presença de uma base, realizamos uma reação química que produz o sabão. Essa reação, a hidrólise básica de um trister de ácidos graxos e glicerol são chamados de saponificação.


O Glicerol é produzido por via química ou fermentativa. Tem uma centena de usos, principalmente na indústria química.
 Os processos de produção são de baixa complexidade tecnológica.
A produção por síntese microbiana predominou até que a síntese química, de subproduto do propileno, avançou em 1950. Agora, com o declínio na produção de polipropileno, as fermentações voltaram a ocupar espaço no mercado. O mercado de volumes e preços oscilou muito na última década.
Entre 1995-2003, os preços oscilaram entre US$ 1.08/ lb e US$ 0.60/ lb, com tendência, nos últimos anos74, para US$ 1.00/ lb.
As aplicações principais hoje são:
• Síntese de resinas, ésteres 18%
• Aplicações farmacêuticas 7%
• Uso em cosméticos 40%
• Uso alimentício 24%
• Outros 11%
A demanda cresce mais nos mercados de uso pessoal e higiene dental, e alimentos, onde o produto tem maior pureza e valor. 
Corresponde a 64% do total. 
Em alimentos, a demanda de glicerina e derivados cresce em 4% ao ano.
Depois de fortes oscilações na década de 90, desde 2000 o mercado para glicerina volta a crescer. Uma grande fonte agora na Europa e nos Estados Unidos é a glicerina proveniente do biodiesel.
Em certas regiões a água é rica em íons. Esse tipo de água é chamado de água dura. Nela, os sabões não atuam de modo satisfatório, pois ocorre uma reação entre esses cátions e anions do sabão, formando um precipitado. Isso pode diminuir ou até mesmo anular completamente a eficiência da limpeza. Para resolver esse problema os fabricantes adicionam ao produto a substância conhecida como agente.



POSTADO POR FELIPE SEHN E RAFAEL NEUMANN 3º B


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O processo de fabricação de sabão neutro é simples.


Base de sabão glicerinado

Misture 1 litro de água com 480g de soda em escamas, espere até que a soda esteja completamente misturada com a água, formando uma mistura homogenia, depois junte 2 kg de sebo derretido (no estado líquido) e misture por um tempo. Acrescente 2 litros de álcool a 92,8ºC e coloque em um recipiente para que resfrie e endureça.




Postado por Mozart Jandrey - 23/11/2011.



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O sabão é um produto tenso ativo usado em conjunto com água para lavar e limpar. Sua apresentação é variada, desde barras sólidas até líquidos viscosos.
Do ponto de vista químico, o sabão é um sal de ácido graxo. Tradicionalmente, o sabão é produzido por uma reação entre gordura e hidróxido de sódio e de potássio e carbonato de sódio, todos álcalis (bases) historicamente lixiviador das cinzas de madeiras de lei. A reação química que produz o sabão é conhecida como saponificação. A gordura e as bases são hidrolisadas em água; os gliceróis livres ligam-se com grupos livres de hidroxila para formar glicerina, e as moléculas livres de sódio ligam-se com ácidos graxos para formar o sabão.
Rafael Neumann
3°B
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Sabão

Muitos produtos de limpeza atuais não são tecnicamente sabões, mas detergentes, de produção mais barata e simples.
O sabão limpa porque as suas moléculas se ligam tanto a moléculas não-polares (como gordura ou óleo) quanto polares (como água). Embora a gordura geralmente adira à pele ou à roupa, as moléculas de sabão ligam-se à gordura e tornam-na mais fácil de ser enxaguada em água. Quando aplicada a uma superfície suja, a água com sabão mantém as partículas de sujeira em suspensão, para que o conjunto possa ser enxaguado com água limpa.
O hidrocarboneto  dissolve sujeira e óleos, enquanto que a porção ionizada torna o sabão solúvel em água. Assim, permite que a água remova matéria normalmente insolúvel em água, por meio da emulsificação.

Débora Sulzbacher
3°B

Óleo de Citronela: Um Inseticida Natural

Produção de INSETICIDA NATURAL à partir da citronella.


A citronela (Cymbopogon nardus) é uma planta originária do Ceilão e sul da Índia, e sua essência é utilizada particularmente como repelente de insetos, apresentando muito boa eficiência. A partir desta planta ou matéria prima natural, dentre outras aplicações, é possível a elaboração de um repelente de insetos seguro para a saúde humana e animal.
A folha da citronella  colhida antes dos raios solares entrarem em contato com  planta.



Essa planta é parecida com a erva-cidreira e de suas folhas é retirado um óleo capaz de deixar os bichos bem longe do corpo e do lado de fora dos ambientes. 
Tanto poder tem uma razão química: o óleo essencial tem mais de oitenta componentes, entre eles citronelal, geraniol e limoneno. Agentes que afugentam moscas e mosquitos. O cheiro é semelhante ao do eucalipto e, segundo a aromaterapia, tem propriedades tônica, anti-séptica e desinfetante. Além do óleo essencial, é possível encontrar mudas da planta e vários produtos à base de citronela, como loções e sprays, para a pele, e velas e incensos, para a casa. O melhor para ambientes é usar o óleo essencial aquecido em difusor. 


Extração do óleo essencial
 No processo de extração de óleo essencial, podem ser aplicados diversos métodos, tais como:
- hidrodestilação;
- maceração;
- extração por solvente;
- enfloração (enfleurage);
- gases supercríticos;
- microondas.

Dentre os métodos, o de maior aplicação é a hidrodestilação, que se divide em duas técnicas que são o arraste de vapor e a coobação (recirculação de águas condensadas). Entretanto, são necessários alguns conhecimentos na condução do processo de destilação e no funcionamento de equipamentos para a extração das essências, mesmo em pequena escala.
Dentre as propriedades físicas a serem consideradas nos extratores é a densidade do óleo essencial a ser extraído, se mais ou menos densos que a água, em temperaturas que variam entre 5 ºC e 50 ºC.

            Com base nesta propriedade, podem ser elaborados diversos tipos de extratores de óleos essenciais, sendo o mais conhecido o sistema de Clevenger, o qual pode operar em circuito aberto ou fechado.

O método mais utilizado para extração do óleo essencial da citronela, é o arraste a vapor, que requer maior número de etapas de manipulação por parte do operador, em função da coleta do óleo ser feita continuamente, já que, na maioria das vezes, o processo de extração é conduzido em sistemas de operação em circuito aberto.
Nesse processo as estruturas das plantas são colocadas em recipientes e passam a receber vapor d’água constantemente. A água aquecida faz o vapor atravessar as estruturas da planta, forçando a quebra das bolsas intercelulares e a liberação do óleo essencial. À medida que este processo acontece, as sensíveis moléculas de óleos essenciais evaporam junto com o vapor d’água, saindo através de um tubo no alto do destilador onde, em seguida, passam pelo processo de resfriamento com a utilização de uma serpentina e ocorre a condensação com a água. Forma-se, então, na parte superior da água obtida, uma camada de óleo essencial que é separado por decantação. 
Dentre os demais métodos de extração citados, também podem ser utilizados de forma artesanal para a extração da essência de citronela a simples maceração, a qual não resulta em grande pureza e quantidade do produto, e a utilização de solventes.
A utilização de solventes para a extração dos óleos essenciais é uma técnica relativamente moderna, sendo adotada para se obter maior rendimento ou extrair produtos que não poderiam ser obtidos pelos outros métodos.
As plantas são imersas no solvente químico adequado (hexano, acetona, ou outros derivados de petróleo). Isto resulta um produto chamado de concreto. Em seguida, o concreto pode ser dissolvido em álcool para remover o solvente. Quando o álcool evapora, o absoluto aparece. A extração por solvente apresenta algumas desvantagens como a permanência de resíduos do solvente no absoluto e causar efeitos colaterais, o que dependerá do solvente empregado, o que deve ser observado na indicação de absolutos e concretos para perfumaria e cosmética. No processo de extração do concreto podem-se obter, além do óleo essencial, ceras, parafinas, gorduras e pigmentos. Já o absoluto, com a limpeza dos solventes anteriormente empregados, purifica a mistura das ceras, parafinas e substâncias gasosas presentes, o que leva o produto final a ter uma consistência mais líquida. O teor de solvente no produto final pode variar de menos de 1% até 6%. Em teores menores ou até 1%, o produto pode ser considerado apto ao uso terapêutico, quando indicados nesse sentido.
No caso de produtos obtidos somente pelo uso do álcool, é aceitável seu emprego com finalidade terapêutica mesmo com teores superiores a 1%, como acontece com algumas resinas como a mirra e o benjoim. 
O método utilizado preferencialmente para a extração do óleo essencial da citronela é o de arraste de vapor ou destilação a vapor, que pode ser realizado de forma artesanal a partir da construção ou aquisição de um aparelho básico de destilação. Esses aparelhos são facilmente encontrados em lojas especializadas em vidrarias para laboratórios. 
A extração do óleo essencial com o uso de solventes químicos, também requer maiores cuidados, principalmente com a seleção do produto adequado à extração do produto da citronela.

Segue abaixo algumas dicas sobre como usar o óleo de citronela:

Óleo de citronela para o corpo
Misture uma parte de óleo essencial de citronela (de boa procedência) com duas partes de óleo de
amêndoa, uva ou camomila. 
Para bebês, a mistura pode ser mais diluída, feita com uma parte de óleo essencial para três de óleo-base.

Dentro de casa
Para ambientes com até 16 m2, pingue três gotas do óleo essencial de citronela na água de um difusor (peça de cerâmica encontrada em farmácias homeopáticas e casas especializadas em aromaterapia). Se necessário, renove a água com essência a cada cinco horas. A aromaterapeuta Maria Mizrahi recomenda ligar o aparelho duas ou três horas antes da utilização do ambiente, pois o aroma é cítrico e pode irritar as vias respiratórias ou causar sensação desagradável.

No vaso, no canteiro e no jardim
Por ser um tipo de capim, a citronela é de fácil multiplicação e não requer grandes cuidados. Reparta as mudas (tiradas de uma touceira ou adquiridas em lojas de jardinagem), corte as folhas e enterre o talo verde com um chumaço de raiz numa cova de tamanho proporcional, cavada em lugar ensolarado. Cubra com terra misturada a material orgânico (esterco de galinha ou gado). A planta atinge 1 m de altura e de circunferência e não costuma atrair pragas.

De acordo com o Ministério da Saúde, a dengue é um dos principais problemas de saúde pública do mundo. Só no mês de janeiro, os casos da doença dobraram no estado do Rio de Janeiro, pulando de 1.447 para 3.069 pacientes. Transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti infectado, a dengue ocorre especialmente no verão, durante ou imediatamente após períodos chuvosos. Segundo a aromaterapeuta Sandra Spiri, uma maneira natural e eficaz de combater a doença é por meio da citronela, que mantém os mosquitos afastados da pele.
A citronela é uma planta que possui mais de 80 componentes, entre eles o aldeído citronelal e o geraniol, responsáveis por seu cheiro característico. "Esses princípios ativos funcionam em conjunto para afastar os mosquitos. Vale lembrar que a citronela tem um odor agradável para os seres humanos, mas é eficaz para manter os insetos à distância, que não suportam o aroma que a substância exala", explica a especialista.
Considerada um dos principais repelentes naturais, a citronela pode ser cultivada nos jardins, usada como óleo para o corpo ou em aromatizadores de ambiente ou difusores elétricos. "Quando plantada nos vasos ou canteiros das casas, a planta cresce cerca de 50 cm, criando uma barreira natural contra os mosquitos", ensina a aromaterapeuta.

EXTRATO DE CITRONELA
Se você cultiva a planta em casa, separe um recipiente de boca larga e preencha-o com um punhado de folhas (cerca de 150g) de citronela, também conhecidas como lâminas. Depois disso, complete a embalagem com álcool de cereais, feche e deixe a mistura em repouso durante 15 dias. "Esse extrato pode ser usado como spray e aplicado no corpo ou no ambiente. É uma mistura 100% ecológica e não apresenta contraindicação, podendo ser usada inclusive em crianças", informa Sandra.

ÓLEO ESSENCIAL DE CITRONELA
De acordo com a aromaterapeuta Solange Lima, o óleo essencial de citronela pode ser aplicado no corpo. O repelente pode ser feito por meio de óleo vegetal, que pode ser de semente de uva, amêndoa ou gérmen de trigo, ou base cremosa, como loção e gel. Para cada 30 ml de um destes produtos, dilua seis gotas de óleo essencial de citronela. "A mistura deve ser espalhada na pele para manter os pernilongos afastados", ensina.
Inseticida natural, larvicida e repelente. Essas são algumas utilidades do capim citronela. A engenheira agrônoma da Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária da Paraíba (Emepa/PB), Maria do Carmo dos Santos Lima, informa sobre esse produto, considerado de baixo custo para o produtor.
“O capim citronela não exige um solo muito fértil para sua produção. O cuidado maior é na hora da colheita”, é o que explica a engenheira. Segundo ela, para realizar a colheita, o produtor deve irrigar as plantas no dia anterior e fazer a retirada do material entre as 9 horas da manhã e meio-dia, horário de maior concentração dos princípios ativos da planta.
Postado por Felipe Sehn 

A citronela é parecida com a erva-cidreira e de suas folhas é retirado um óleo capaz de deixar os bichos bem longe do corpo e do lado de fora dos ambientes. Mas cuidado, pois ela não possui as mesmas propriedades terapêuticas. Já ouvi relatos de pessoas que fizeram o chá de citronela, pensando ser a erva-cidreira, e houve reação alérgia grave. A citronela pode causar irritação se forem passadas as folhas in natura muito intensamente na pele também.
Tanto poder tem uma razão química: o óleo essencial tem mais de oitenta componentes, entre eles citronelal, geraniol e limoneno, agentes que afugentam moscas e mosquitos. O cheiro é semelhante ao do eucalipto e, segundo a aromaterapia, tem propriedades tônica, anti-séptica e desinfetante. Além do óleo essencial, é possível encontrar mudas da planta e vários produtos à base de citronela, como loções e sprays, para a pele, e velas e incensos, para a casa. O melhor para ambientes é usar o óleo essencial aquecido em difusor. Siga as receitas a seguir e aproveite os efeitos da citronela no corpo, nos ambientes e no jardim.

Você pode afugentar o Aedes aegypti, transmissor da dengue. 

Como ela possui propriedades repelentes de moscas e mosquitos, pode ser trabalhada em formato de vela. Mas você pode preparar em casa uma loção repelente bem eficiente.

Fizemos o extrato da citronela no laboratório da escola. Cortamos as folhas em pedaços pequenos e colocamos em uma embalagem neutra de odores.

O corte das folhas foram feitos em pedaços pequenos para facilitar a extração do óleo da citronella.


Os alunos do 3ºano B no laboratório de Ciências preparando o experimento.

Utilizamos álcool a 92.8° para extrair da folha da citronela o óleo que possui o princípio ativo para produção do inseticida.

Usamos uma embalagem de água mineral transparente,  e livre de qualquer resíduo que pudesse alterar a composição química do inseticida.

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Citronela ajuda a afastar o mosquito da dengue

Plantar citronela em vasos ou canteiros é excelente para repelir o Aedes Aegypti e livrar se da dengue. Plante a citronela em jardins e vasos próximos a portas e janelas. Cada planta, quando desenvolvida, cobre como repelente 50 m². Em um pequeno jardim, cinco moitas são suficientes para afastar definitivamente mosquitos de qualquer tipo, inclusive o transmissor da Dengue. A citronela tem efeito repelente e forma uma touceira densa. Suas folhas são longas, com bordas cortantes e de coloração verde clara, idêntica ao capim-limão. Plantar citronela não custa quase nada e o as touceiras podem gerar mudas e se multiplicar facilmente. A planta requer área ensolarada e solo fértil e úmido. Regue três vezes por semana, pelo menos. Vários produtos são fabricados com óleo de citronela, como velas, cremes e loções. Não confunda a citronela com o capim-limão. Embora fisicamente parecidos, o aroma é diferente. O capim-limão apresenta um cheiro mais suave, que lembra o limão, enquanto o aroma da citronela é bem intenso.


Rafael Neumann
3°B
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Fertilizantes químicos sintéticos e agrotóxicos

Devido à falta de conhecimento e acompanhamento técnico, o uso de fertilizantes químicos sintéticos e agrotóxicos começa a ser considerado uma ameaça. Doses acima das recomendadas têm trazido efeitos negativos para o meio ambiente e ao próprio homem. As pragas desenvolveram resistência ao inseticida, surgiram pragas novas, e os produtores rurais acabam se intoxicando, e resíduos acabam contaminando a água e o solo.
Algumas plantas, ao longo de sua evolução, desenvolveram suas próprias defesas contra insetos herbívoros, sintetizando substâncias com atividade tóxica contra insetos, podendo em alguns casos matá-los e, em outros, ter ação repelente. Os inseticidas botânicos são produtos derivados dessas plantas, podendo ser o próprio material vegetal ou produtos derivados por extração aquosa ou com solventes orgânicos como o álcool, éter, acetona, clorofôrmio, etc.
Entre as vantagens que estes inseticidas naturais apresentam está o fato de serem rapidamente degradados, o que faz com que as pragas desenvolvam uma resistência menor e ainda reduz os riscos para os organismos benéficos à lavoura. Por deixarem pouco ou mesmo nenhum resíduo nos alimentos e na terra, esses produtos podem ser aplicados um pouco antes da colheita. Outra grande vantagem é que eles podem ser fabricados na propriedade rural a baixo custo.
O óleo de citronela, é um óleo essencial, extraído das folhas e caules de diferentes espécies de Cymbopogon, rico em geraniol, citronenol e citronelel, utilizados na fabricação de velas, cremes e loções.
O óleo de citronela é também um reputado repelente de insetos de origem vegetal, aprovado para este uso nos Estados Unidos desde 1948. A United states Environmental Protection Agency considera o óleo de citronela um biopesticida com um modo de ação não-tóxico. Estudos mostram também que o óleo de citronela possui fortes propriedades antifungicas e que é efetivo em acalmar cães.

Mozart Jandrey
3º Ano “B” / EM
CEMA
Professora: Nuria Meurer

FONTES

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Nomes populares e científicos: citronela-de-java (Cymbopogon winterianus) e citronela-do-ceilão(Cymbopogon nardus)
Família: Gramíneas
Clima: tropical
Solo: não é muito exigente, mas recomenda-se plantio em solo fértil e úmido
Luminosidade: exige sol pleno, a planta não vai bem à sombra ou meia-sombra
Propagação: divisão de touceiras, em qualquer época do ano
Regas: quando não há chuvas, regar 4 vezes por semana
Espaçamento para plantio: 1 metro entre as mudas
Replantio: a cada 3 anos

Há quem pergunte se apenas cultivando a citronela no jardim é possível usufruir do poder repelente da planta. A resposta é sim, mas com uma ressalva: para que o resultado seja positivo, é preciso plantar a citronela no caminho percorrido pelo vento, de forma que leve o aroma até o local de onde desejamos manter os mosquitos afastados.

Uma outra forma de aproveitar o poder repelente da planta é fazer um chá com as folhas da planta e usá-lo para limpar o chão, passar em parapeitos de janelas, e outros locais próximos.

O cultivo da citronela-de-java deve ser feito em solos férteis, ricos e úmidos. Prefere climas úmidos e que apresentem uma boa regularidade no regime de chuvas. As principais variedades cultivadas são a lenabatu e a mahapengiri, que se adaptou bem às condições de clima e solo do estado de São Paulo. 

O plantio deve ser feito entre outubro e novembro, pouco antes do início das águas. A colheita acontece várias vezes por ano, pois é uma planta que pode ser cortada várias vezes, produzindo cerca de 120kg de óleo por hectare. 

Gustavo Wehner
3º B
12/12/2011


CITRONELA

Solo: não é muito exigente, mas recomenda-se plantio em solo fértil e úmido
Luminosidade: exige sol pleno, a planta não vai bem à sombra ou meia-sombra
Propagação: divisão de touceiras, em qualquer época do ano
Regas: quando não há chuvas, regar 4 vezes por semana
Espaçamento para plantio: 1 metro entre as mudas
Replantio: a cada 3 anos
citronela é uma planta aromática que ficou bem conhecida por fornecer matéria-prima (óleo essencial) para a fabricação de repelentes contra mosquitos e borrachudos. Considerado um ótimo repelente, o óleo da citronela é rico geraniol e citronelal.
Há quem pergunte se apenas cultivando a citronela no jardim é possível usufruir do poder repelente da planta. A resposta é sim, mas com uma ressalva: para que o resultado seja positivo, é preciso plantar a citronela no caminho percorrido pelo vento, de forma que leve o aroma até o local de onde desejamos manter os mosquitos afastados.
Uma outra forma de aproveitar o poder repelente da planta é fazer um chá com as folhas da planta e usá-lo para limpar o chão, passar em parapeitos de janelas, etc.
No mercado, podemos encontrar vários produtos fabricados com óleo de citronela, entre eles:
-- velas utilizadas como repelentes de insetos
-- loções e óleos repelentes, utilizados principalmente no verão, em regiões litorâneas, onde há grande incidência de mosquitos e borrachudos
O método industrial de extração do óleo essencial da citronela é conhecido como “arrasto de vapor”. As folhas são colocadas em um recipiente e passam a receber vapor d’água constantemente. A água é aquecida em uma caldeira. Ao passar pelas folhas da citronela, o vapor leva junto o óleo essencial, separado da água, em seguida, por condensação.
Uma outra dica é que o óleo essencial da citronela é também solúvel em álcool. Assim, se misturarmos as folhas ao álcool, naturalmente o óleo essencial vai ser liberado. Aqui o problema é o seguinte: outras substâncias presentes na folha, como clorofila e pigmentos, também são solúveis em álcool e, neste caso, não teríamos o óleo puro como se obtém por meio do vapor d’água.
Vale destacar mais um detalhe importante: as folhas de citronela possuem uma concentração mínima de óleo essencial, em torno de 0,5% a 0,6%. Para cada 100 quilos de folhas, extraem-se no máximo 600 gramas de óleo. Ou seja, tentar extrair pequenas quantidades não é nada viável.
Débora Sulzbacher
3°B